terça-feira, 24 de maio de 2011

Ela vai e volta há tanto tempo… Perto e longe, todo tempo.

Era longe, bem longe, mas longe mesmo, longe de não poder tocar. Longe de dar medo! E aí ficou perto, bem perto. Perto de um brilho no olhar e um coração que batia forte, bem forte, igual de primeiro amor. Respostas, certezas, joelhos se dobrando, lágrimas no chão, votos. E a distância veio como uma grande onda, levando tudo pra longe, bem longe. Muito tempo sem chão, sem olhar, sem visão, sem ter como andar e um levante repentino que deixou tudo bem melhor, mas nada mais perto. Bem melhor, só que longe. De repente tudo muda, muda muito. Dá uma volta completa e não se sabe nem por onde começar. A melhor e, naquele dia, notícia mais complicada. A que mais se esperava, e que também se temia. E daí pra frente, fica perto, bem perto, muito perto. Dava pra encostar como nunca. Sorrisos, olhares, chinelos, mensagens, cartas, roles, risos, vacas, e as coisas mais simples pareciam bem maiores e mais bonitas, porque estavam sendo vistas de perto. O mês se foi e com ele, a proximidade. A distância voltou, sorrateira e cruel. Doeu. Arrancou de verdade o que era tão bom. Mas devia ter motivo. É, devia. E o tempo pareceu bem maior. A distância não se quebrava nem com um pouco de proximidade, por mais tentativas que se fizesse… Tudo parecia já estar bem, e a distância virou costumeira. Deu pra viver com ela, como se fosse comum. Mas aí, um pouco de distância espontânea, por vontade própria num dia qualquer, fez com que uma saudade besta surgisse e uma vontade de compartilhar experiências no dia seguinte, ficou perto de novo. Nem tanto, mas perto. Um pouco perto. E assim se aprendeu que forçar distância provocava proximidade. Então ficou perto de novo, a distância fugiu do frio. Proximidade adora frio, todos sabem. Ela voltou e agora está tão legal. Tomara que nunca acabe…

Essa chuvinha boa pra fechar a tarde alegre de conversas-prova de que a distância se despediu de novo…

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